quarta-feira, 1 de abril de 2009

Meninice

Meninice

O vento presente
A terra é diversão
O balanço de corrente
Pés descalços no chão

Uma folha que vôa
Um sorriso com brilho especial
Sentimento que Deus abençôa
Cedo ou tarde pega em todo mortal

Nascem risinhos
Florescem bochechas avermelhadas
No espelho o treinar de biquinhos
Fitas e escova jamais descansadas

A Lua então é vista
E o mundo tomando cor
A distração dá aos pais a pista
Que está a brotar o amor

Primeiro pelo que é bonito
Com o tempo pelo que traz flores
Sente que será infinito
...Recordações de seus amores

Um ato tão rápido
Jamais esquecido
Tão desejado
Espera-se ter valido

Uma marca escarlate
Parâmetro pros futuros
Conhece o poder do chocolate
E a capacidade de pular muros

A passagem do descobrimento
Causa nos pais tormento
Sem bloquear um sentimento
Assumem a textura do cimento

O momento inesquecível
Que faz nascer a vaidade
Um toque irresistível
Primeiro beijo, agora realidade

Nuvens e distração
No compasso do coração
A terra longe, entende
O vento sempre presente

Bonecas tornam-se enfeites
Gestos, meros deleites
Criança, menina, mulher
quer, não quer, quer

Nada mais encantado
Que o riso de uma menina mulher.

4 comentários:

Anônimo disse...

Parabens!!Aline está muito bom!!adoro os seus poemas e desejo-te sucesso e fico a aguardar que escrevas mais um.

bjs!!

Fernando Augusto disse...

Hummmm, muito lindo sim, meigo como a ti, de simples palavras mostra uma evolução da ingenuidade infantil até chegar ao presente mulher, mas sem deixar os traços de outrora, esquecidos. Gostei muito, muito!

Beijão! minha amiga poeteira!rs

Devotchka disse...

Fico impressionada com a maturidade dos seus poemas (inclusive maturidade para falar de nada mais nada menos que uma menina a crescer!)

São uma graça e muito leves, gostosos mesmo de ler!

Bjus!

Nefelibata disse...

Ai que alegria....pessoas tão importantes para mim me apoiarem e gostarem...a todos meu obrigado...é só o q importa ^^.

 


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