terça-feira, 3 de março de 2009

Fênix


Para Ana



Eu,
prisioneiro meu
descobri no breu
uma constelação

Céus,
conheci os céus
pelos olhos seus
Véu de contemplação

Deus,
condenado eu fui
a forjar o amor
no aço do rancor
e a transpor as leis
mesquinhas dos mortais

Vou
entre a redenção
e o esplendor
de por você viver

Sim,
quis sair de mim
esquecer quem sou
e respirar por ti
e assim transpor as leis
mesquinhas dos mortais

Agoniza virgem Fênix
(O amor)
entre cinzas, arco-íris e esplendor
por viver às juras de satisfazer
o ego mortal

Coisa pequenina,
centelha divina,
renasceu das cinzas
Onde foi ruína

pássaro ferido
hoje é paraíso
Luz da minha vida,
pedra de alquimia
Tudo o que eu queria
Renascer das cinzas

Quando o frio vem
nos aquecer o coração
Quando a noite faz nascer
a luz da escuridão
e a dor revela a mais
esplêndida emoção
O amor

(Flávio Venturini e Jorge Vercilo)

2 comentários:

Coringuete disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Coringuete disse...

Linda, adorei! Também gosto dessa idéia de surgir das cinzas...aliás, tem um pouco a ver com o meu signo, hehe!!!

Analice, a menina que se joga, literalmente, hehe! Vá lá no meu blog comentar, menina!!! Vou mudar de post...

Bjusss, tchau!

 


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