segunda-feira, 12 de julho de 2010

Pássaro Vermelho

Com sua cor de fogo
Lembrando cardeal
Inicia seu jogo
Tira-a do normal

Quem o ama é uma borboleta
De vôos razos e sem coragem
Suas asas são caderneta
O ver chegar não passa de miragem

Ela olha para cima
Ele olha para frente
O canto dele predomina
Quando busca sua semente

Ele é imponente, cheio de certezas
Ela é frágil e alvo fácil
Vermelhas são suas tristezas
Desuniformes com seu leque anil

Uma flor pode se pôr em seus caminhos
Cruzar entre eles, um olhar
E nem mesmos seus espinhos
Os impediriam de se amar

Duas belezas diferentes
Coragem e medo a se juntar
Nadando contra as correntes
Pelo direito de sonhar

Que não venha um gavião
Separar tal união
Pois nada é impossível
Quando fala o coração.

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