terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Ato Póstumo

Ato Póstumo

Triste os dias e as noites de solidão
Dias que caminho sem qualquer emoção
A procura de ouvidos para me curar
E braços para me afagar
Em vão
Recebo um beijo
Envolta ao negro de um abismo
Sinto
Concedo
Os olhos fechados permitem pôr em cada boca o rosto que quiser
Oh vida, como foste cruel
Agora que já não existo mais
Não adianta querer me sorrir, ou me presentear
Enquanto vivi, apenas uma coisa eu quis
E ela você não pôde me dar
Falhas-te vida
Me erras-te vida
Enfim estou longe de ti
Má recordação eu tenho - eu vivi
Vivi
Sofri
Pequei
Errei
...aprendi...
E que adianta ter aprendido agora, que já é tarde demais?
O que passou,
aconteceu,
não volta jamais
Sua mãe errou e amou
Preso ficou em seus ancestrais
Sangue manchado de dor
A cólera vem me buscar
Pagarei pelo meu erro
A pior condenação
Para sempre longe de ti
- Causa de minha morte.

2 comentários:

Coringuete disse...

a-d-o-r-o essas poesias!
Sem mais!
Bjusss!!!

Anônimo disse...

Digna de nossos ancestrais pessimistas - Chop Hour, por exemplo. rs. Nem sei escrever o nome dele direito.

 


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